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Shutdown no 36º Dia: Maior Paralisação da História dos EUA Custa Bilhões à Economia

2025-11-06  Grupo Noé  77 views
Shutdown no 36º Dia: Maior Paralisação da História dos EUA Custa Bilhões à Economia

O shutdown do governo dos Estados Unidos completou 36 dias nesta quarta-feira (5), estabelecendo-se como a mais longa paralisação da história do país. O impasse político entre republicanos e democratas na aprovação do orçamento federal já resulta em prejuízos estimados em pelo menos US$ 7 bilhões à economia americana, afetando a vida de mais de 1 milhão de servidores públicos.

Esta é a 15ª paralisação desde 1981, superando o recorde anterior de 35 dias. O Senado permanece bloqueado: os republicanos mantêm a maioria, mas não conseguem obter o apoio necessário dos democratas, que exigem a manutenção de subsídios de saúde previstos na Lei de Acesso à Saúde (Affordable Care Act).


 

Crise Social e Econômica com Efeitos Multiplicadores

 

Com o Congresso inerte e a ausência do presidente em Washington, os efeitos da crise se multiplicam e se aprofundam:

  • Servidores Públicos: Agentes essenciais continuam trabalhando, mas sem receber salários.
  • Assistência Social: A assistência alimentar a milhões de americanos de baixa renda foi interrompida. Estima-se que 42 milhões de pessoas correm o risco de perder benefícios alimentares.
  • Economia: O shutdown provoca o atraso em contratos de pequenos empresários, a suspensão de ofertas públicas de ações (IPOs) e a interrupção de relatórios econômicos oficiais, dificultando decisões do Federal Reserve. O Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) estima que o primeiro mês de paralisação cause perdas de até US$ 14 bilhões.

 

Risco de Efeitos Duradouros na Desigualdade

 

Economistas alertam que se o bloqueio se estender para além do Dia de Ação de Graças (27 de novembro), os efeitos poderão ser duradouros, impactando o consumo das famílias e aprofundando a desigualdade social. A tendência observada é que as famílias de renda média e baixa enfrentam dificuldades crescentes, enquanto os mais ricos conseguem manter o ritmo de gastos. A incerteza política gerada pela crise tem paralisado contratações e investimentos, agravando o cenário de estagnação no mercado de trabalho.


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